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A associação livre é um dos pilares fundamentais da prática psicanalítica

  • Foto do escritor: antoniomgp
    antoniomgp
  • 1 de jul.
  • 1 min de leitura

Já há algum tempo tenho estudado sobre as relações entre a Psicanálise e as tradições espirituais do oriente. Outro dia comecei meu dia pensando sobre um possível ponto de contato entre a associação livre e a meditação. Então cheguei ao psicanalista indiano Sudhir Kakar, que propõe uma psicanálise que converse com as tradições acima mencionadas, num paradigma que se distancia cada vez mais do modelo médico. Quando perguntado sobre o futuro da psicanálise, ele diz:


"Eu acho que a psicanálise, seja no Ocidente ou no Oriente, vai ter que abandonar o modelo médico por completo. Seu futuro é uma meditação muito moderna, de duas pessoas juntas, uma meditação conjunta."


A associação livre é um dos pilares fundamentais da prática psicanalítica, sem a qual uma análise fica a meio caminho e não é bem-sucedida. Através dela, materiais simbólicos do inconsciente podem ser assim projetados na fala do paciente, levando-se à possibilidade do saber daquilo que até então não se sabia. Em si mesma, a associação livre não é algo racional, mas as interpretações e intervenções do analista podem vir com uma certa dose de racionalização. É nesse equilíbrio sempre tênue e, por que não dizer, volátil, que o psicanalista indiano prossegue:


"A psicanálise será vista, então, como eu prefiro fazer, como uma prática meditativa moderna, uma meditação 'racional' a dois (analista e analisando), ocupando um lugar especial entre outros métodos introspectivos que vêm das tradições espirituais do mundo."


Autor: Arthur Kauffmann (@kauffmannpsicanalise)



 
 
 

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