A relação do Analista com o paciente nem sempre se orienta a partir de uma ideia de cura
- antoniomgp
- 1 de jul.
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A relação do analista com o paciente nem sempre se orienta a partir de uma ideia de cura, mas sim na perspectiva de um mover-se para um espaço vital do paciente. Este espaço é o dele, e não o nosso de analista. É assim que, após certas camadas ilusórias desnecessárias serem retiradas, passa-se então a uma saída da paralisia e, com isso, à possibilidade de viver à sua própria maneira. Nesse ponto, emerge a possibilidade de o sujeito ser um artista de sua própria vida. Assim, ele cria sentidos e símbolos convergentes para si e os demais. Portanto, ser artífice da própria vida tampouco tem a ver com melhor adaptação ao todo, mas encontrar seu espaço de autenticidade e singularidade. Como na máxima de Píndaro: Torna-te quem tu és. Tal processo se dá a partir das perguntas que se faz ao inconsciente de cada um e das respostas possíveis, encontradas, elaboradas, perlaboradas.
Autor: Arthur Kauffmann (@kauffmannpsicanalise)



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