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Mesmo ideologias ‘libertadoras’ também são fonte de aprisionamentos

  • Foto do escritor: antoniomgp
    antoniomgp
  • 1 de jul.
  • 1 min de leitura

O aprisionamento mental talvez seja o mais difícil de se identificar pois ele não possui barreiras físicas. Aquilo que no início é engano, erro, e equívoco, com o tempo torna-se um lugar defensivo. Mesmo com poucos recursos, ali é um terreno conhecido, e tudo lá fora é ameaçador. Perdem-se as chaves propositalmente para não serem achadas. No plano psíquico, as ideologias fomentam ainda mais esse estado de coisas. Mesmo ideologias ‘libertadoras’ também são fonte de aprisionamentos.


A consciência tem limites, e o ser humano sujeito a muitas distorções de percepção, de pensamento e entendimento, assim como sublinha o budismo.  Estas três instancias por sua vez atuam de forma cíclica, e se interconectam. Uma percepção distorcida gera um pensamento distorcido, que por sua vez irá determinar um entendimento distorcido. Assim as fronteiras entre o mundo interno e externo se diluem e o aprisionamento não identifica as bordas, os limites. Ele só dá sinais como por exemplo a sensação de isolamento, não identificação, esvaziamento.


A mesma linguagem que em sua duplicidade concorre para os mecanismos de aprisionamento do espírito, também surge como meio para algumas aberturas, rumo a outras celas mais próximas do pátio, onde alguma fresta de luz se faz presente. Na análise é possível que o sujeito ao se escutar, consiga mapear as zonas de entrave, os nós górdios que impedem a passagem, a saída de uma zona condicionada, pequena, para algo mais amplo e vital.


Autor: Arthur Kauffmann (@kauffmannpsicanalise)


 
 
 

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